Negros estudam menos, mesmo nas regiões mais ricas
Categoria: Notícias Publicado em Terça, 27 Agosto 2013 00:50
Mesmo nas regiões mais ricas da cidade de São Paulo, a população negra soma menos anos de estudo se comparada à branca e à amarela, aponta o estudo Educação e Desigualdades na Cidade de São Paulo, lançado nesta semana pela organização não governamental Ação Educativa.
“A variação no número de anos de estudo conforme ocorre o afastamento da região do centro expandido do município se dá de forma mais acentuada no interior da população branca e amarela do que em relação à população negra”, destaca o estudo. “Ou seja, mesmo em locais de maior concentração de renda domiciliar, o número de anos de estudo da população negra é inferior ao número de anos de estudo da população branca.”
Segundo o levantamento, a população branca e amarela apresenta as maiores taxas de ensino superior completo, enquanto os negros e os indígenas concentram as taxas mais elevadas da população sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.
“A questão racial é um elemento que impacta no acesso, na permanência e no sucesso na educação. Ela opera para as desigualdades educacionais na cidade”, afirma uma das autoras da pesquisa, Denise Carreira.
“O fenômeno do racismo está em toda a cidade e gera obstáculos para a permanência, sobretudo dos meninos negros, nas escolas. Há um dado nacional que mostra que os meninos e jovens negros são os mais expulsos das escolas e que mais reprovam.”
Ela reforça que o processo de especulação imobiliária, que expulsou a população mais pobre – composta por uma grande parcela de negros – para as periferias das cidades, fez que essas áreas concentrassem também mais problemas nos equipamentos educacionais. “Em geral, as escolas são mais frágeis, com condições mais precárias e maior rotatividade dos professores, elementos que reforçam as desigualdades.” (Fonte: Rede Brasil Atual)


A questão histórica brasileira, onde o negro chegou em desvantagem econômica e social, na condição escrava, influenciou decisivamente para as questões sociais atuais em diversos aspectos, inclusive os educacionais. A ocupação das zonas periféricas das cidades onde toda a precariedade de estrutura existe proporcionada pela ausência de politicas públicas que favoreçam à superação dessas adversidades, colocando o negro em sua inserção social e profissional em desvantagem, devido a qualidade da educação nesses locais, desprovidos de investimentos do poder público. Necessária se faz a adoção de politicas públicas que não somente procurem reparar as diferenças históricas como também superar as desigualdades colocando todos em posições de competitividade.
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