domingo, 17 de novembro de 2013

Embora tenha avançado, há muitas diferenças no acesso à educação para ricos e pobres, brancos e negros, populações urbana e rural, central e periférica.


A falta de investimento mora logo ao lado.

Vencer a desigualdade ainda é um dos grandes desafios do Brasil quando se trata de melhorar a educação. Apesar de algumas desigualdades ainda estarem firmes, especialmente as regionais, a educação brasileira registrou muitos avanços nos últimos 20 anos.

A desigualdade social é consequência da má distribuição da riqueza, fato constatado na maioria dos países. Isso gera um contraste econômico e social entre a população, pois apenas uma pequena parcela da sociedade detém a maioria dos recursos econômicos, enquanto que a maioria se “contenta” com a menor parcela dos bens. 

Outro fator importante que justifica tais desigualdades é a falta de investimento em infraestrutura nas áreas periféricas das cidades, além disso as questões de segurança desestimulam as ações que busquem resolver esses problemas.

Não é à toa que os melhores índices educacionais acompanham as melhores condições de vida da população. Questões relativas às condições sociais como moradia, acessibilidade e políticas inclusivas colaboram para índices muito distantes dos aceitáveis pela comunidade internacional em termos educacionais. O analfabetismo na população brasileira de 15 anos ou mais ainda é considerado muito alto: 9,7% da população nessa faixa não sabe ler nem escrever, índice superado positivamente por outros países da América do Sul, como Equador, Chile e Argentina, o que coloca o Brasil em situação vexatória.

Do exposto,  ressalta-se ainda que é importante uma maior articulação entre as políticas educacionais do município, do estado e do governo federal, a elaboração de planos de educação regionais com metas específicas para os distritos da cidade e a real efetivação da rede de proteção dos direitos da criança e do adolescente. Além do mais, faz-se mister, incentivos econômicos e de desenvolvimento profissional para educadores que se propunham a desenvolver suas atividades nas áreas menos favorecidas, o que proporcionaria vencer  um "histórico no país de violação do direito à educação" assumindo na educação a "perspectiva do direito à cidade" como "um direito humano em interdependência com outros direitos humanos", como saúde, moradia, alimentação e meio ambiente.



Nenhum comentário:

Postar um comentário