Embora tenha avançado, há muitas diferenças no acesso à educação para ricos e pobres, brancos e negros,
populações urbana e rural, central e periférica.
A falta de investimento mora logo ao lado.
Vencer a desigualdade ainda é um dos grandes desafios do Brasil quando se trata
de melhorar a educação. Apesar de algumas desigualdades ainda estarem firmes, especialmente as regionais, a educação brasileira registrou muitos avanços nos
últimos 20 anos.
A desigualdade social é consequência da má
distribuição da riqueza, fato constatado na maioria dos países. Isso gera um
contraste econômico e social entre a população, pois apenas uma pequena parcela
da sociedade detém a maioria dos recursos econômicos, enquanto que a maioria se
“contenta” com a menor parcela dos bens.
Outro
fator importante que justifica tais desigualdades é a falta de investimento em
infraestrutura nas áreas periféricas das cidades, além disso as questões de
segurança desestimulam as ações que busquem resolver esses problemas.
Não é à
toa que os melhores índices educacionais acompanham as melhores condições de
vida da população. Questões relativas às condições
sociais como moradia, acessibilidade e políticas inclusivas colaboram para
índices muito distantes dos aceitáveis pela comunidade internacional em termos
educacionais. O analfabetismo na população brasileira de 15 anos ou mais ainda
é considerado muito alto: 9,7% da população nessa faixa não sabe ler nem
escrever, índice superado positivamente por outros países da América do Sul,
como Equador, Chile e Argentina, o que coloca o Brasil em situação vexatória.
Do exposto,
ressalta-se ainda que é importante uma
maior articulação entre as políticas educacionais do município, do estado e do
governo federal, a elaboração de planos de educação regionais com metas
específicas para os distritos da cidade e a real efetivação da rede de proteção
dos direitos da criança e do adolescente. Além do mais, faz-se mister,
incentivos econômicos e de desenvolvimento profissional para educadores que se
propunham a desenvolver suas atividades nas áreas menos favorecidas, o que
proporcionaria vencer um "histórico
no país de violação do direito à educação" assumindo na educação a
"perspectiva do direito à cidade" como "um direito humano em
interdependência com outros direitos humanos", como saúde, moradia,
alimentação e meio ambiente.

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